O papel ignorado do selénio na fertilidade feminina e masculina
Não tem sido dada atenção ao papel do selénio na qualidade do esperma e na gravidez saudável. Uma equipa de cientistas da Roménia fez uma análise aprofundada dos níveis sanguíneos de diversos antioxidantes que contêm selénio e constatou que há uma clara correlação entre níveis baixos e má qualidade do esperma. Os cientistas também esclarecem que a falta de selénio aumenta o risco de complicações relacionadas com a gravidez, aborto espontâneo e parto pré-termo. Como a insuficiência de selénio e a infertilidade são problemas comuns, valerá a pena ponderar a toma de suplementação com selénio. Durante décadas, os agricultores dinamarqueses adicionaram selénio à forragem dos animais no sentido de melhorar a fertilidade e a saúde em geral dos animais.
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A diabetes provoca lesão do sistema circulatório de várias formas, que se prendem com perda de qualidade de vida e morte prematura. Uma metanálise mostra que a toma de suplementos de Q10 pelos diabéticos tipo 2 faz diminuir o risco de doença cardiovascular ao reduzir os níveis de colesterol total e colesterol LDL. Outro aspecto positivo do Q10 é o facto de constituir um antioxidante extraordinário que neutraliza o stress oxidativo, que é uma das causas principais de aterosclerose e lesão cardiovascular. Um dos problemas da utilização de estatinas é o facto de inibirem a síntese endógena de Q10, mas isto pode ser compensado. Segundo investigação dinamarquesa, também será boa ideia restringir a ingestão de hidratos de carbono e seguir as novas orientações alimentares que ajudam a estabilizar os níveis de açúcar no sangue.
No que toca a infecção por SARS-CoV-2 e outras infecções virais sazonais, a atenção concentra-se, sobretudo, na insuficiência de vitamina D. Contudo, segundo um estudo belga, a falta de selénio e zinco aumenta ainda mais o risco de infecções, complicações e morte, especialmente entre os doentes que já sofrem de doença crónica. Os cientistas concluem que a suplementação com selénio e zinco pode contribuir para optimizar as terapêuticas. A insuficiência de selénio e de zinco é muito comum, e isso é um problema de saúde pública. Mesmo fazendo uma alimentação saudável, é praticamente impossível a população europeia obter selénio em quantidade suficiente, devido aos terrenos de cultivo pobres em selénio. Além disso, são muitas as pessoas com insuficiência de zinco causada por factores como alimentação pouco saudável, envelhecimento, doenças crónicas, entre outros. Há que dar mais atenção ao aporte adequado de selénio e zinco, quanto mais não seja por uma questão de prevenção de infecções virais e outros problemas.
O Q10 é um composto único que tem um papel crucial na renovação energética das células, além de constituir um antioxidante potente. O organismo consegue sintetizar a maior parte do Q10 de que necessita, mas à medida que envelhecemos, a síntese endógena diminui, o que nos deixa vulneráveis de diversas formas. Os antidislipidémicos e determinados tipos de doenças estão igualmente associados a baixos níveis de Q10 no organismo. Num artigo de revisão recente, um grupo de cientistas examinou minuciosamente centenas de estudos do Q10, publicados entre 2010 e 2020. E concluíram que o Q10 é especialmente importante para o coração, sistema circulatório, fertilidade, músculos, olhos e visão, e processo de envelhecimento. São igualmente abordados problemas como enxaquecas, síndrome de fadiga crónica e doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson e doença de Alzheimer. O organismo tem dificuldade em absorver Q10 dos alimentos e suplementos, pelo que é aconselhável optar sempre por uma formulação de Q10 de qualidade farmacêutica, com biodisponibilidade comprovada.
O selénio é um oligoelemento com muitas funções essenciais. Aproximadamente mil milhões de pessoas em todo o mundo obtêm muito pouco selénio na alimentação. O problema é sobretudo consequência de terrenos de cultivo pobres no nutriente. Além disso, as concentrações de selénio no sangue baixam drasticamente em ligação com infecção por SARS-CoV-2, doença grave e gravidez, porque o organismo tem mais necessidade do nutriente. No geral, a insuficiência de selénio aumenta o risco de infecção grave por SARS-CoV-2, doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, tiroidite de Hashimoto, parto pré-termo e aborto espontâneo. A suplementação pode ajudar a optimizar as concentrações de selénio no sangue, o que pode ser relevante na prevenção e tratamento de várias doenças comuns, segundo um artigo publicado no International Journal of Medical Sciences.
O selénio intervém em diversos processos metabólicos e funciona como antioxidante, conferindo protecção ao coração e ao sistema cardiovascular; no entanto, é difícil obter este nutriente na alimentação em quantidade suficiente. Segundo um novo estudo americano em ratos de laboratório, a suplementação com selénio pode acelerar os processos metabólicos e proteger contra o excesso de peso. Um estudo sueco em idosos, publicado há algum tempo, mostrava que os suplementos de selénio e Q10 têm um efeito positivo na qualidade de vida e na esperança de vida.
As doenças cardiovasculares são comuns e são uma das causas principais de morte. E o risco aumenta com factores como idade, diabetes e excesso de peso. Uma das causas subjacentes é o stress oxidativo, que consiste no desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes. O Q10, que intervém na renovação energética celular, é um dos antioxidantes mais potentes. Segundo um artigo de revisão, publicado na revista científica Antioxidants, a suplementação com Q10 pode reduzir o stress oxidativo e a mortalidade cardiovascular. Pode, igualmente, melhorar a qualidade de vida e aumentar a probabilidade de sobrevivência. De uma maneira geral, o Q10 tem muitas potencialidades para quem deseje manter-se saudável, e é importante optar por um suplemento com qualidade e biodisponibilidade comprovadas.
Elevados níveis sanguíneos de selénio, um oligoelemento essencial, aumentam a probabilidade de sobrevida a 10 anos do doente com cancro da mama, segundo um estudo populacional polaco, publicado na revista científica Nutrients. Além disso, uma investigação anterior mostrou que a suplementação com levedura de selénio pode diminuir o risco de desenvolver diversas formas de cancro. O solo agrícola na Europa é muito pobre em selénio, e esta é uma das razões por que a insuficiência de selénio é tão comum. A questão é saber de que quantidade de selénio precisamos para optimizar os níveis no sangue.
O estado nutricional é fundamental para a saúde e para a capacidade de controlar as infecções. São várias as funções do selénio no sistema imunitário, incluindo a função como antioxidante e de neutralizar a inflamação. O selénio também é capaz de impedir que os vírus sofram mutação e se tornem mais agressivos ou originem novas vagas da doença. Uma equipa de cientistas chineses fez uma revisão de vários estudos do selénio e do seu papel na protecção contra o vírus influenza, VIH e outros tipos de vírus ARN. Constataram, entre outras coisas, que o risco de contrair infecção por SARS-COV-2 é 10 vezes menor em regiões onde o solo é rico em selénio. É, por isso, muito problemático a insuficiência de selénio, causada por terrenos de cultivo pobres em selénio, estar tão disseminada na Europa, China, África e muitas outras regiões.
O rim efectua a depuração do sangue. O bom funcionamento do rim é vital para o sistema circulatório e para a saúde em geral. O funcionamento normal das células, incluindo as células renais, depende de uma série de proteínas que contêm selénio e da coenzima Q10. Os estudos mostram que as pessoas mais velhas em muitas regiões do mundo, Europa incluída, têm insuficiência de ambas as substâncias. Daí que uma equipa de cientistas suecos tenha realizado um estudo em que investigaram a concentração de selénio e a função renal num grupo de idosos. Os participantes receberam levedura de selénio e coenzima Q10 ou placebo, durante um período de quatro anos. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu suplementos apresentava melhor função renal, segundo vários parâmetros, comparativamente ao grupo de placebo. O efeito positivo no metabolismo energético celular, na inflamação e no stress oxidativo foi atribuído aos dois suplementos. O estudo está publicado na revista científica Nutrients.
O selénio é um oligoelemento essencial que favorece uma porção de proteínas e antioxidantes que são importantes na gravidez. Segundo um novo estudo populacional norueguês, publicado na revista científica Nutrients, a falta de selénio durante a gravidez pode restringir o crescimento do feto e levar a baixo peso à nascença. Isto pode ter consequências no crescimento, nas capacidades cognitivas e na saúde da criança. A insuficiência de selénio é bastante comum na Noruega e no resto da Europa, e isso é problemático.
O selénio favorece diversas proteínas seleniodependentes, que são fundamentais para renovação energética, metabolismo, defesas imunitárias, fertilidade e protecção antioxidante. Além disso, o selénio tem especial afinidade para o mercúrio, pelo que consegue ligar-se a este metal pesado e neutralizar o efeito nocivo no cérebro, no sistema nervoso e noutros tecidos. Todavia, uma vez ligado ao mercúrio, o selénio deixa de poder ser utilizado pelas selenoproteínas. Todos estamos expostos a uma determinada quantidade de mercúrio, o que pode redundar em insuficiência limiar de selénio. O problema é que há outros factores que intervém, como colheitas pobres em selénio, devido à falta de selénio nos solos agrícolas de cultivo da Europa. O que importa perceber é que a toxicidade por mercúrio é insidiosa, e determinados peixes, como peixes predadores, e baleias no topo da cadeia alimentar contêm grandes concentrações de mercúrio. Contudo, doses terapêuticas de selénio podem prevenir o efeito tóxico do metal pesado, segundo um novo artigo de revisão publicado em Scientific Research.
Algumas pessoas que tomam estatinas para diminuir o colesterol podem sofrer de depressão devido ao facto dos medicamentos diminuírem os níveis de Q10, uma substância muito importante para a produção de energia celular. Os suplementos de Q10 tomados juntamente com a medicação podem prevenir este efeito secundário.