O cancro da próstata é o cancro mais frequente entre os homens. Em termos de terapêuticas existentes, há espaço para melhorar. Segundo um estudo polaco, publicado na Nutrients, níveis mais elevados de selénio e zinco no sangue podem melhorar a sobrevivência. Os autores do estudo referem que estes dois nutrientes também protegem contra outras formas de cancro.
A hipertensão e outras doenças cardiovasculares são as principais causas de morte. A alimentação e o estilo de vida são extremamente importantes, e também parece haver relação directa entre o aporte de selénio e o risco de aparecimento de hipertensão, segundo um estudo populacional publicado em Frontiers in Immunology. Os autores também referem o papel do selénio relativamente à tensão arterial; e porque a carência de selénio é bastante comum, esta relação precisa de ser analisada mais de perto.
A incidência de doenças inflamatórias do intestino, como a colite ulcerosa, está a aumentar, e a alimentação tem um papel fundamental. Mesmo fazendo uma alimentação saudável, pode ser difícil obter selénio em quantidade suficiente, devido ao solo pobre em selénio nesta região do mundo. Ao que tudo indica, a suplementação com selénio pode baixar a actividade patológica e melhorar a qualidade de vida em doentes com colite ulcerosa.
O nosso organismo produz Q10 naturalmente, um composto com uma função essencial no metabolismo energético das células e que também funciona como antioxidante e protege contra lesão celular. A produção natural de Q10 diminui significativamente com a idade e em consequência de vários factores de stress, acelerando, assim, os sinais de envelhecimento. A investigação aponta para que os produtos para a pele que contêm Q10 podem retardar os sinais visíveis de envelhecimento, como rugas e flacidez cutânea. O mesmo é corroborado por um artigo de revisão publicado em The Journal of Clinical Aesthetic Dermatology. Além disso, há estudos anteriores que mostram que os suplementos de Q10 de qualidade superior têm potencialidade para combater vários processos de envelhecimento e o aparecimento de doenças crónicas.
Quando as células transformam as calorias dos alimentos em energia, são precisas várias vitaminas B, vitamina C, ferro, magnésio, zinco e Q10. Isto também significa que a carência de uma ou mais destas substâncias pode causar fadiga, física e mental, em maior ou menor grau. O metabolismo energético das células comprometido também aumenta o risco de labilidade emocional, dificuldade de concentração, infecções e outras doenças. O estilo de vida moderno, processos de envelhecimento, medicamentos e outros factores provocam carências graves, mas estas carências podem ser colmatadas com a ajuda de alterações alimentares e suplementos adequados.
Os doentes recém-diagnosticados com cancro, muitas vezes, têm falta de selénio. Isto não só contribui para o aparecimento da doença, como também agrava o prognóstico. Cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo têm défice de selénio, e são muitas as razões para isso. A suplementação com selénio em doses elevadas, em doentes oncológicos, parece ser benéfica para a saúde e qualidade de vida destes doentes durante a reabilitação, e os melhores resultados observam-se quando os níveis séricos do selénio permanecem elevados, segundo um estudo alemão publicado na Nutrients.
O colesterol é um composto essencial com diversas funções. Contudo, também pode transformar-se numa substância potencialmente perigosa, se oxidar e se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos. É este processo oxidativo que acaba por levar a aterosclerose. O oligoelemento selénio protege contra a aterosclerose, devido às propriedades antioxidantes e a outros mecanismos, segundo um artigo de revisão publicado em Biomedicine. É extremamente importante sobretudo em Portugal, em que a doença cardiovascular é a causa principal de morte e a carência de selénio é tão generalizada.
O selénio faz parte das enzimas que activam as hormonas tiroideias. Também faz parte de vários antioxidantes que protegem as células e o sistema circulatório de danos causados pelos radicais livres. Além disso, o selénio é crucial para a melhor metabolização do Q10, que tem influência no metabolismo energético celular. Contudo, o aporte de selénio é muito baixo em muitos países europeus, sobretudo, devido ao facto de o solo ser pobre em selénio. Simultaneamente, a produção endógena de Q10 diminui significativamente com a idade. E isto pode levar a alterações metabólicas, aterosclerose, fadiga, e outras doenças por carência. Segundo um estudo de seguimento, publicado em BMC Medicine, a suplementação com selénio e Q10 é benéfica para as hormonas tiroideias, circulação, qualidade de vida e esperança de vida.
A tiroidite de Hashimoto é a causa subjacente mais comum de hipotiroidismo. Caracteriza-se por fadiga extrema, aumento de peso, e vários outros sintomas. A tiroidite de Hashimoto é uma doença auto-imune em que os anticorpos atacam a glândula tiróide. São muitas as pessoas que não melhoram com tratamento, antes pelo contrário. Contudo, segundo uma metanálise publicada em Medicine, tudo indica que a suplementação com selénio consegue reduzir as reacções auto-imunes e a formação dos diversos anticorpos pelo organismo. O selénio ajuda a regular a função tiroideia, além de constituir um antioxidante que protege a glândula tiróide contra stress oxidativo.
As estatinas (antidislipidémicos) estão associadas a efeitos secundários como dor muscular, fadiga, problemas de memória, diabetes, e dormir mal. A nível molecular, estes medicamentos afectam a síntese de Q10, pelo organismo, que é necessária para a renovação energética celular. Além disso, o Q10 é um antioxidante potente que protege as células contra a acção nociva dos radicais livres. Segundo um artigo de revisão, publicado no jornal científico Cureus, os suplementos de Q10 podem reduzir os efeitos secundários, como dor muscular.
O Q10 é importante para a renovação energética celular, além de um antioxidante potente que protege as células e o sistema circulatório. Sintetizamos a maior parte da nossa própria coenzima Q10. Segundo um novo estudo in vitro, publicado em Scientific Reports, os medicamentos frequentemente utilizados no tratamento da osteoporose, como os bifosfonatos, alendronato e zoledronato, bloqueiam a síntese de Q10 no organismo, comprometendo assim a produção de energia nas células, a protecção antioxidante e outros processos metabólicos. Investigação anterior mostrou que os antidislipidémicos diminuem a síntese de Q10 endógena, causando efeitos secundários como cansaço, dor muscular e impotência. Será por isso boa ideia que os doentes a fazer este tipo de medicação tomem um suplemento de Q10, para prevenir ou atenuar os efeitos adversos.
Uma concentração sérica de selenoproteína P excessivamente baixa aumenta o risco de insuficiência cardíaca, segundo um estudo populacional sueco, em que os autores analisaram mais de perto a função da selenoproteína P como marcador da concentração de selénio no organismo e como precursor de outras selenoproteínas. Para saturar devidamente a selenoproteína P, são precisos mais de 100 microgramas diários; mas como o solo europeu é pobre em selénio, é difícil obter quantidade suficiente na alimentação.
Sabia que o Q10 quando tomado como suplemento pode impedir o sangramento das gengivas e em alguns casos ajudar a que alguns dentes mais soltos voltem a ficar mais fixos no osso mandibular? O Q10 é um antioxidante potente que protege as células no tecido gengival. Além disso, melhora a microcirculação nas gengivas.
Níveis baixos de Q10 podem provocar depressão
Algumas pessoas que tomam estatinas para diminuir o colesterol podem sofrer de depressão devido ao facto dos medicamentos diminuírem os níveis de Q10, uma substância muito importante para a produção de energia celular. Os suplementos de Q10 tomados juntamente com a medicação podem prevenir este efeito secundário.